Minha terrível experiência com o Ubuntu

Vou te contar, um belo dia eu decido tentar pela décima quinta vez instalar um Linux em meu computador, digo isso pois quando tinha 14 anos, na época do Windows 98, eu já tentava experimentar esse “tal” de software livre.

Com o novo recurso que o Ubuntu oferece de instalar o sistema pelo Windows, experimentei sem alterar minhas partições para não perder o que tinha no computador ou instalar aqueles programas que redimensionam o disco rígido, mas pedem para que você faça um backup antes.

Dito e feito nem precisei “queimar” um CD, emulei pelo Daemon e sai instalando, a instalação correu bem e após uns 25 minutos o sistema estava pronto pra usar. Reconheceu tudo, placa de vídeo, placa de rede, placa de rede sem fio e etc, você sabe como funciona instalar sistema operacional novo, não importa se é Windows ou Linux, conectando-se na internet pela primeira vez, você já tem aquele presentão de service pack ou pacotes desatualizados, baixei tudo, configurei tudo, baixei os arquivos que estavam faltando para rodar MP3, AVI, editores de texto e etc.

Fiquei horas me divertindo com o Compiz, efeitinhos de janela, sistema super rápido (mesmo rodando sobre uma partição “imprópria”). Bom, a euforia passou, voltei pro Windows e acabei até esquecendo do Linux, até porque meu objetivo ao instalar o Ubuntu era de usar nos trabalhos da faculdade e eu estava de férias.

Antes de começar o pesadelo, vale notar que meu computador dorme e hiberna perfeitamente no Windows, acorda e “deshiberna” sem problemas, sem telas azuis ou coisas do gênero.

Um belo dia, o bobo (nesse caso eu) decide ver como é que estava o Ubuntu se ele precisava de uma atualizadinha ou algo do tipo. Aí num momento de insanidade decido verificar se ele consegue hibernar, recurso este que é ótimo você deixa tudo aberto, desliga o computador, fica longe horas, volta e liga e TCHARAM está tudo lá.

Tentei hibernar, houve até uma tentativa, uma barrinha de progresso jogando todo conteúdo da memória para o HD, apagou a tela e PUFF, nada aconteceu surgiu ligado como se não tivesse apertado o botão. Até aí tudo bem, não quebrou nada, eis que penso, vou testar a função de dormir, cliquei no botão de dormir e o pesadelo se iniciou, simplesmente desligou como se tivesse dado certo, mandei ligar e nada, absolutamente nada, esperei até 5 minutos, parecia que estava ligado sabe? Desliguei ele e pensei BAH, não funcionou o sleep também, tudo bem, não uso nenhum dos dois.

Ao religar o computador e escolher para iniciar o Ubuntu, 1, 2, 3 segundos depois, eis que surge um Kernel Panic!!! Algo do tipo: “Não consigo montar o sistema de arquivos do root.” Eu questionei com o computador: Como assim? Eu botei você pra dormir, você não dormiu tudo bem, mas Kernel Panic agora!?

Tentei ligar no modo de recuperação, tentei iniciar só um terminal de texto e não consegui, bufei de raiva e falei pra mim mesmo, tudo bem vou voltar para o meu Windows. Ledo engano, o Windows antes de se iniciar achou algo de estranho no disco rígido, deixei ele rodar a recuperação e ele ficou lá, cinquenta, eu disse cinquenta minutos recuperando o HD, quando ele reiniciou, pensei que estava tudo certo que ele tinha jogado o Ubuntu fora, mas não, o Windows não ligava, quer dizer se você chama de ligado ficar com o mouse habilitado e uma tela preta de fundo, então ligou. Eu não conseguia fazer nada, nada abria, o clique do mouse não fazia nada, o sistema operacional tinha ido para o saco.

Não sabia o que fazer, como pode um simples botão que manda o computador dormir fazer um estrago deste tamanho, desde que eu era criança eu sabia que eu podia fazer qualquer besteira no computador que raramente eu iria causar um holocausto, do tipo “vai ter que formatar, não dá nem pra acessar o disco rígido via DOS”. Mas desta vez foi, não teve jeito, tive que formatar e por sorte, eu repito por sorte, as outras partições que não eram a do Windows/Linux estavam intactas.

Esse tipo de experiência me fez refletir, será que o Ubuntu não tinha como saber que não ia funcionar hibernar e dormir no meu computador? Em quais computadores esse recurso funciona? Esses recursos foram feitos apenas para dizer, nós do Linux também fazemos isso aí que o Windows faz! (Obs: Mas apenas em tais marcas/configurações…)

Por essas e outras que eu ainda acho que o “ano do Linux” ainda está muito longe de acontecer.

3 thoughts on “Minha terrível experiência com o Ubuntu

  1. Esses recursos de hibernar, sleep, etc. não estão disponíveis em todos os hardwares, mas nao por culpa do linux e sim porque os fabricantes nao liberam a especificação dos hardwares e muitas vezes a comunidade tem que fazer engenharia reversa para conseguir desenvolver um módulo (driver no windows).
    Quanto ao problema, ao colocar pra dormir o sistema armazena o conteudo da ram em um arquivo no hd, e se vc instalou numa particao nao linux, pode ter dado problema durante a escrita.
    Se vc tem no minimo 1GB de ram, pode instalar o VirtualBox ou VMWare e virtualizar o linux. Assim é mais rápido de instalar e mais seguro, entao pode testar tranquilamente. Talvez alguns recursos como aceleracao 3D do video ou wireless nao funcionem, mas pelo menos vai pode aprender sobre o sistema.

  2. Quando escolhemos a opção de instalar o Ubunto de dentro do Windows, aparece a mensagem de que o acesso ao disco poderia perder um pouco a performance e que não seria possível utilizar a opção de hibernação…
    Concordo que neste caso, a opção não deveria nem estar disponível, mas a informação estava lá, no momento da instalação.

  3. Concordo com você Sérgio, quando comentei sobre essa minha experiência com o Ubuntu, estava bem nervoso com o que tinha passado, hoje descobri como desabilitar essas opções e também não instalei via Windows, fiz a partição corretamente, está bem estável, estou utilizando Ubuntu 9.10 e esperando ansiosamente o 10.4.

    Abraços!

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